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ADMITE-SE.

IDORT/SP


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Empreendedorismo, venture capital e inovação


André Saito - Especial para o Admite-se


04/03/2010 11:21


Este é um bom momento para o Brasil. Ao sair rapidamente da crise global, o país mostrou seus fundamentos econômicos e atraiu o interesse de investidores internacionais. O volume expressivo de recursos direcionados ao país promete bons anos à frente, e um dos motivos que ajuda a explicar o otimismo é o amadurecimento do venture capital no país.

O venture capital, também conhecido como capital de risco, ou private equity, é um investimento em que se ganha dinheiro ao comprar participação em uma empresa e vendê-la por valor significativamente maior. Para o empreendedor, que recebe o investimento, é um recurso em que se corre menor risco e não se paga juros, mas que traz um sócio que passa a participar de ganhos, perdas e decisões estratégicas. Mais que um instrumento financeiro, o venture capital representa uma nova lógica de crescimento econômico, que tem como foco a criação e expansão de negócios de alto potencial, a adoção de novos modelos de gestão e o estímulo à pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Primeiro, a ênfase em negócios de alto crescimento: ao buscar altos retornos, o venture capital concentra-se em empresas que buscam grandes oportunidades, mercados inexplorados, tendências emergentes. São empresas que introduzem novos conceitos, criam novos setores, mudam as regras do jogo. O que o venture capital faz, em essência, é identificar empresas de grande potencial e ajudá-las a crescer. Todo o setor está organizado para ajudar empresas a saltar ao próximo estágio – da ideia ou protótipo ao primeiro cliente, da pequena ou média empresa à empresa líder no setor, da empresa de capital fechado à empresa com ações na bolsa.

Segundo, ao ajudá-las a crescer, o venture capital introduz melhorias significativas na gestão das empresas. É o chamado smart money, que agrega não apenas recursos financeiros, mas também expertise estratégica, comercial e operacional. O investidor costuma rediscutir modelos de negócio, profissionalizar a gestão, propor melhorias de processos organizacionais e aumentar a transparência na gestão. O resultado são estruturas mais ágeis, operações mais eficientes e uma gestão mais eficaz.

Por fim, o venture capital tem papel fundamental na criação de setores intensivos em conhecimento, ao facilitar a criação de empresas que trazem para o mercado desenvolvimentos recentes de universidades e centros de pesquisa. Empresas como Intel, Apple e Google não teriam surgido sem o apoio de capital empreendedor.

O venture capital está crescendo no Brasil e exemplos não faltam. A AB Inbev foi uma das pioneiras em crescer via investimentos em participação. Totvs, de TI, é hoje líder no Brasil em sistemas integrados e oitava no mundo. Allelyx, empresa de genômica aplicada adquirida pela Monsanto, e Akwan, pelo Google, são exemplos de inovação tecnológica. O país entrou na rota do venture capital e mais recursos devem chegar, fortalecendo esse novo jeito de gerir e fazer negócios.

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André Saito é parceiro do IDORT-SP

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O novo ponto eletrônico, que entra em vigor em 26 de agosto, trará benefícios para as empresas e os trabalhadores?

Sim. Ambos terão mais controle dos horários.
Apenas para a empresa, que poderá controlar com mais rigor o horário dos funcionários.
Apenas para os trabalhadores, que poderão provar as horas trabalhadas.