Faixa superior para impressão

ADMITE-SE.

Antonieta Rossi


Antonieta Rossi

Dilema na carreira: Tenho perfil empreendedor ou devo ser empregado?


Antonieta Rossi - Especial para o Admite-se


07/02/2010 11:56


Divulgação

Em épocas de vacas gordas, como indicam os próximos tempos da economia do Brasil, surgem negócios de todos os tipos. Os pequenos investidores começam a vislumbrar oportunidades e, quem estava fora do mercado de trabalho, avalia oportunidades de retorno. Daí a dúvida mais comum que parece assaltar quem trabalha é:

- Tenho um perfil empreendedor ou tenho perfil para ser empregado? Ou:
- Como devo direcionar minha carreira para melhor aproveitar o meu potencial e a economia efervescente?

Minha sugestão é que você comece avaliando os seguintes pontos:

1. Venho de família de empreendedores? Se a resposta for sim vale tudo, não importa se o avô teve uma “venda” no interior, se foi açougueiro, dono de posto de gasolina, etc. Não importa também se foi bem sucedido ou não. O que importa é a referência que se tem dele. Avalie até a geração dos tios, se algum teve ou tem um negócio por conta própria.

2. É importante saber vender. De nada adianta ter um bom produto se você não gosta da arte da venda. Faça uma retrospectiva se ao longo da sua vida você já vendeu alguma coisa. Bala na escola, galinha para avó quando era pequeno, picolé caseiro, etc. Avalie se hoje você sente prazer quando tem que, por exemplo, trocar de carro e aí vender o velho, etc.

Se você se enquadra nestes dois itens, já tem pelo menos 60% do caminho percorrido.
O resto é pensar numa perspectiva de carreira no sentido de avaliar se o negócio escolhido tem a ver com você, e se tem chance de prosperar. E, seja de que forma for, que pode até ser mais simples que um business plan elaborado, faça as contas ao contrário.

Pense em qual seria uma remuneração que te atenda, e se o negócio tem a capacidade de remunerá-lo. Por exemplo, certo dia atendi um rapaz que era um engenheiro muito qualificado numa companhia de aviação. Saiu de lá e montou uma ‘temakeria’. Quando chegou, a primeira coisa que fizemos, baseando no seu no último salário, foi calcular quantos temakes tínhamos que vender. Resultado - se ele trabalhasse 6 meses com a estrutura que montou, daria o salário pretendido. Logo, o que ele ganhava em 1 mês, com a temakeria teria que trabalhar um semestre.

Hoje o mercado é farto de investidores, existe uma multiplicidade de negócios ofertados. Não pense pequeno, pense grande. Prefira um negócio já estruturado, procure sites de compra e venda de empresas. Com certeza você vai encontrar algo que o atraia.

Não tenha preconceitos de achar que alguém que coloca um negócio para vender é porque ele não vai bem. Existem vários motivos pelos quais as pessoas se desfazem de negócios. Entre eles, o mais comum é ter terminado um ciclo para este empreendedor. Um negócio já iniciado, que certamente já tenha uma carteira de clientes, logomarca e alguma gestão, pode economizar tempo de decolagem.

Com todos estes ingredientes fica mais fácil decidir sobre este dilema de carreira e, com certeza, você terá sucesso!

E você leitor, já pensou em dar uma guinada na carreira e ter o seu próprio negócio?

________________
Antonieta Rossi (antonieta@idege.com.br) é psicóloga organizacional com grande know how em suporte de carreiras, programas de intraempreendedorismo, constituição de novas empresas, análise de empreendedores e sociedades, coaching de executivos de grandes empresas e assessoria em fusões de empresas. Graduada em psicologia organizacional com vários cursos nesta área, além de psicologia clínica com formação hipnoanálise, psicologia sistêmica, constelações organizacionais e familiares e pós-graduação em medicina chinesa em Pequim.


Tamanho da letra

aumentar reduzir

Enquete

Você acredita que existe igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro?

Sim. O salário e as funções laborais são os mesmos.
Não. Ainda existem diferenças entre salário e funções laborais.