Antonieta Rossi
Carreira: Prazer x Excelência Em qual medida me encaixo?
Antonieta Rossi - Especial para o Admite-se
22/01/2010 11:36
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| “Você tem que aprender a ser o próprio condutor do seu destino” |
Não é raro receber pessoas que dizem estarem infelizes os seus trabalhos. Os motivos alegados são bem variados. O chefe, a estrutura (cultura da empresa), a visão míope de perspectiva de desenvolvimento, e até a localização geográfica da empresa pesam na hora de se buscar a felicidade no trabalho. Mais difícil ainda é aliar o ganho de muito dinheiro com amar o que faz. Somar ambos, para alguns parece uma missão impossível.
Vivemos em uma sociedade que busca a felicidade a qualquer preço. Entretanto, encontramos com freqüência algumas pessoas que competem acirradamente para subir na vida, custe o que custar, utilizando-se de conhecimentos bastante comuns numa faixa etária que gira em torno dos 30 anos - são os conhecimentos da “pós-graduação da sacanagem”.
São pessoas que se encontram acuadas dentro de um sistema que as recompensa financeiramente, mas não valorizam o seu trabalho. E ao apoiarem este sistema, elas também se desvalorizam enquanto seu próprio talento e trabalho. E aí não é de se admirar que sejam infelizes.
É preciso muita coragem e considerável disposição para um trabalho de autoconhecimento, onde o objetivo é cultivar as habilidades e talentos, especialmente porque se trata de um caminho desconhecido, ou se conduzir por outros diferentes dos que seus amigos e familiares percorreram.
As profissões estão em constante mutação - muitas profissões novas. E se lançar neste desconhecido pode ser bastante desconfortável. Ser corajoso para atender suas próprias expectativas, ao invés de expectativas alheias. Você tem que aprender a ser o próprio condutor do seu destino, ele está dentro de você e não fora.
Ex: Tenho sido procurada por muitos funcionários públicos profundamente infelizes com suas atividades - em geral rotineiras, sem desafios. Aí eu me pergunto: qual era a motivação dessas pessoas quando estudaram muito e passaram no concurso? Não raro ouvir deles próprios, que a motivação estava ligada a estabilidade no emprego. Então naquele momento, a busca era pelo dinheiro seguro, certo, até o fim da vida, independentemente do que teriam que fazer, das habilidades e/ou vocação. Como estas também podem ser felizes?
A felicidade envolve certo risco, desafio, experimentar emoções novas, se testar fazendo outras coisas. Arriscar...
Carreiras, casamentos, familia, carros, jóias, casa bonita, etc. Nada é seguro ou sólido. Assim, a busca pela felicidade não pode ser concretizada desta forma. Temos que ter alicerces fortes, mas também a flexibilidade de um bambu, que nos dará a segurança de que o mais importante é a utilização de nossos talentos, porque ela é que nos leva a uma satisfação interna, ao encontro conosco mesmos e, consequentemente, a uma segurança interna que nos possibilita uma carreira de grandes realizações.
E você leitor? Aonde se encaixa?
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Antonieta Rossi é psicóloga organizacional com grande know how em suporte de carreiras, programas de intraempreendedorismo, constituição de novas empresas, análise de empreendedores e sociedades, coaching de executivos de grandes empresas e assessoria em fusões de empresas. Graduada em psicologia organizacional com vários cursos nesta área, além de psicologia clínica com formação hipnoanálise, psicologia sistêmica, constelações organizacionais e familiares e pós-graduação em medicina chinesa em Pequim.