Antonieta Rossi
As mulheres e o poder
Antonieta Rossi - Especial para o Admite-se
19/11/2009 11:47
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| "As mulheres que trabalham em posições estratégicas podem, sim, serem mães atenciosas com a equipe" |
Apesar da participação cada vez mais ativa da mulher no mercado de trabalho, ainda é bastante confuso o ‘papel da mulher de sucesso’ para ela mesma. Por exemplo, enquanto para os homens a chegada dos filhos é um impulso para a carreira, para as mulheres, que almejam cargos de destaque, pode ser um sonho adiado, principalmente, se for no início da carreira. A mulher não consegue, ainda, conciliar a vida privada com a vida executiva.
Desde que o mundo é mundo, a mulher cuida da prole e o homem sai para caçar. Que me desculpe a maioria das executivas, mas perderam a referência no que diz respeito a liderança. Em geral, assumem o papel masculino da agressividade, sem se aproveitarem do poder do salto alto.
E é bom lembrar que, grande parte dos cargos gerenciais das empresas que constam no ranking das “melhores empresas para se trabalhar”, são ocupadas por mulheres. Entretanto, quem nunca teve ou ouviu falar de alguma mulher que lembra “o Diabo veste Prada”?
Vemos exemplos de executivas infelizes, perdidas em acessos de choro, crises histéricas e, emocionalmente, bastante perturbadas, o que acaba interferindo, significativamente, no clima organizacional.
Esqueceram-se de usar o poder feminino como a intuição, acalentar, acomodar as situações, sensibilidade para perceber as dificuldades individuais na equipe, flexibilidade e, porque não, a capacidade de sedução? Fora isto, ainda são capazes de fazer um monte de coisas ao mesmo tempo e mais capazes de raciocinar a longo prazo.
Infelizmente algumas mulheres consideram estas características como negativas, ou se esquecem delas. As mulheres competentes, em cargos de liderança, não se confundem no papel masculino e encontram grandes vantagens competitivas dentro do universo feminino, sem imitar os homens na maneira que eles comandam ou lideram as empresas.
Não é incomum o fato de mulheres que tem o papel de provedor da família, adiarem a maternidade para uma época “mais tranquila” dentro das empresas. Algumas temem as represálias de, por exemplo, acabar de ser promovida e ai, ficar grávida. E como se tivessem traindo o empresário, o empregador ou chefe. Daí, como elas mesmas dizem, o relógio biológico não espera.
As mulheres que trabalham em posições estratégicas podem, sim, serem mães atenciosas com a equipe, acolhedoras, maternais e sentirem felizes nestes papéis.
Negligenciar a posição feminina e virar “o cão chupando manga” pode gerar uma grande infelicidade. Estar em um cargo de chefia é uma grade oportunidade e se enxergar nele, aproveitando todos os pontos do universo feminino, pode ser uma fonte de satisfação. Tomar decisões duras, sem deixar de exercer uma liderança suave e inspiradora.
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Antonieta Rossi é psicóloga organizacional com grande know how em suporte de carreiras, programas de intraempreendedorismo, constituição de novas empresas, análise de empreendedores e sociedades, coaching de executivos de grandes empresas e assessoria em fusões de empresas. Graduada em psicologia organizacional com vários cursos nesta área, além de psicologia clínica com formação hipnoanálise, psicologia sistêmica, constelações organizacionais e familiares e pós-graduação em medicina chinesa em Pequim.