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ADMITE-SE.

Waleska Farias


Waleska Farias

Nossas idiossincrasias nas redes sociais


Waleska Farias - Especial para o Admite-se


10/02/2010 10:42


Divulgação
Waleska Farias: “Poder interagir através das redes sociais é um luxo! Precisamos apenas ter consciência”

É inquestionável a tendência cada vez maior das redes sociais, enquanto plataforma de comunicação de sucesso. Não só pelo trânsito de personalidades diversas, mas, principalmente, pela notoriedade de alguns por seu carisma e originalidade nos posts. Nesse cenário, qualquer um pode arregimentar milhares de followers, principalmente se tiver foco, estratégia e visão de futuro. Ao seguir esse modelo terá grandes chances de conseguir êxito nas suas investidas.

O Twitter, hoje, oferece larga abrangência, pela facilidade com que promove trocas, diálogos e discussões entre seus diversos usuários. E é extremamente curiosa a forma como, em qualquer transação interpessoal, transparecemos nossas “idiossincrasias”. É sabido que criticar e assumir posição contrária enquanto pólo de discordância às vezes pode render alguma visibilidade, mesmo considerando que assumir a “outra ponta da corda” somente para conseguir destaque, sem plena convicção do que sustenta, não é a forma mais louvável de atuar.

É recorrente a visão de uns e outros criticando, com “licença poética” (?), algumas posições no twitter, e quando contrariados respondem no papel de vítimas, argumentando que, a despeito de toda sua “boa intenção”, não foram bem interpretados. È o célebre problema de falar o que queremos e quando melhor nos cabe falar sem sequer imaginarmos como o outro receberá nosso julgamento. Sim, é esse o termo: julgamento. E claro, todos os que acompanham podem assistir, de camarote, o imbróglio, algumas vezes acirrado outras mais sutis, dependendo da personalidade dos protagonistas.

Dia desses quem recebeu a crítica, polidamente, pediu desculpas, e alegou que aquela situação fazia parte do seu trabalho. Na verdade ela deveria expor o conteúdo de alguns blogs para promover discussões que pudessem agregar valor e gerar novos conteúdos através de votações. Ou seja, o post desferido contra a pessoa que “twittou” o tema, na verdade errou o alvo, pois a mesma somente reproduzia, não era autora nem defensora do tema postado. Somente cumpria seu papel de reproduzir o conteúdo.

Outra vez houve uma chuva de agressões contra um artista bastante conhecido, onde o agressor, personalidade eminente (e pasmem, recebeu apoio de “partidários”), não poupava impropérios para rechaçar seu oponente. Da acusação pelos cabelos postiços à pobreza intelectual, desaguando no tiro de misericórdia, onde sugeriu que o outro deveria recolher-se à sua insignificância. Nesses casos, um “unfollow” ao agressor ajuda a coibir esse tipo de comportamento.

Entre outras ocorrências, o twitter configura, apenas, o desabafo de alguns através de indignações em resposta à postura de outros. Dessa vez o palavrão se faz ecoar post afora liberando o, então, agredido, de sua raiva e revolta. Será? Sim, o twitter é, também, local de desabafo, sem restrição a horário e faixa etária.

Independente de qual seja o perfil “sociopsicológico” em questão, devemos, acima de tudo, manter o nível de educação nas nossas relações e ter respeito por aqueles que nos seguem.
No que tange a nossos feitos e conquistas, claro que divulgar nossas proezas faz parte do cenário das redes sociais, e o intuito é, sim, aproveitar as oportunidades. Mas uma dose de parcimônia e modéstia não faz mal a ninguém. Ninguém aguenta o “vide bula” em excesso de alguns personagens que não se cansam de reproduzir a imagem do próprio espelho.

O twitter disponibiliza a opção “Direct Messages”. Por que não utilizá-la para agradecer aos novos followers e estreitar algumas situações as quais não configuram um assunto de domínio público? Paqueras, críticas construtivas, comentários mais picantes, opiniões particulares sobre demais pessoas, agradecimentos coletivos e ofertas de gentilezas “one by one” ficam melhor através da opção DM.

Enfim, poder interagir através das redes sociais é um luxo! Precisamos apenas ter consciência de que nesses ambientes “interagimos em grupo”, e que nem sempre o que é bom senso para mim quer dizer o mesmo para o outro. É fundamental saber a hora de falar, quando calar e ter noção de que nem todos que nos seguem nos são íntimos, portanto merecem, sim, ficar ao largo de determinados episódios.

No mais, exerça seu melhor, escrevendo com graça e bom humor, de forma breve, pertinente e inspiradora para fazer por merecer a companhia e admiração de seus followers.

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Waleska Farias (waleska@waleskafarias.com) é consultora de Etiqueta Corporativa e Marketing Pessoal. Desenvolve treinamentos, workshops e palestras com foco nos aspectos comportamentais das relações humanas. Graduada em Comunicação Social com especialização em Relações Públicas e Marketing, é formada em Treinamento & Desenvolvimento (ABTD), "Leader Training” (Instituto Tadashi Kadomoto), Integrated Coaching Institute - ICI, Programação Neurolinguistica (INAp). Elaboração de projetos individuais em Gestão de Carreira e Imagem, Life Coaching e Coaching Executivo, com foco no desenvolvimento profissional e humano.



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